A Casa da Pirâmide ou simplesmente Pirâmide é um dos símbolos mais marcantes e um dos principais pontos turísticos de São Thomé das Letras.
Além do seu visual arquitetônico único, por estar no alto da serra, o local oferece uma vista panorâmica deslumbrante de 360 graus do horizonte, revelando os vales e montanhas que cercam a cidade.
Construída com as tradicionais pedras de quartzito da região, o que chama atenção é seu formato peculiar: paredes de pedra sustentam um teto em forma piramidal. Na parte de dentro, os pilares tem formato de árvores com raízes e galhos, janelas estrategicamente posicionadas permitem diferentes enquadramentos da paisagem e do céu. Durante o dia, elas revelam os vales e montanhas ao redor e a noite viram o cenário perfeito para observar as constelações.
Para além da paisagem, o lugar foi envolvido pelo imaginário místico que acompanha São Thomé das Letras há décadas. E é justamente aí que começa uma das partes mais intrigantes da história da Pirâmide.
A construção tem um formato que lembra a figura de um escorpião, formato que para alguns ocultistas, guarda uma ligação direta com a constelação de Escorpião. Somam-se a isso relatos sobre fenômenos misteriosos e avistamentos de objetos voadores na região. Essas histórias enriquecem o imaginário local e a famosa atmosfera mística da cidade.
O pôr do sol mais famoso de Minas Gerais.
Mas é quando a tarde começa a cair que você realmente entende por que este lugar é tão especial. O céu vai mudando gradualmente de cor e pouco a pouco, moradores e viajantes começam a se reunir no topo e nos arredores da Pirâmide para observar o espetáculo do pôr do sol sobre as montanhas. Dali, o olhar se perde na imensidão do horizonte. Revelando uma vista deslumbrante, uma imensidão de vales e serras que se estende até onde a vista alcança.
Conforme a luz do sol vai baixando, a movimentação aumenta no local. Turistas, moradores, músicos e artesãos vão se acomodando no espaço e escolhendo o melhor lugar para acompanhar os últimos instantes do dia. Quando o sol finalmente desaparece atrás das montanhas, o momento culmina em uma salva de palmas coletiva.
É por isso que estar ali nesse momento deixou de ser apenas uma atividade turística e se tornou quase um ritual de quem visita São Thomé das Letras.












